13 Horas de Música no Morro do Rock

O festival

Era em torno de 17h do dia 23 de outubro em Sapiranga, e o alto do morro estava encoberto por nuvens. Lá de cima, um paraglider cortava o céu nublado. Na terra, mais de 50 barracas se estendiam ao redor de um mesmo objetivo: curtir a natureza e ouvir um rock and roll.
Desde o último fim de semana, o Morro Ferrabraz, na região metropolitana do estado do Rio Grande do Sul, permitiu uma fuga da civilização e um retorno à natureza selvagem, com uma trilha musical que trouxe as variadas vertentes do rock.





O Morrostock reuniu motoqueiros, hippies, indies, punks e apreciadores de rock para além dos rótulos. Nas camisetas de quem circulou pelo espaço, Dead Kennedys, Rolling Stones, Jethro
Tull, Pink Floyd, Beatles e afins. Todos fazendo parte do segundo sábado do festival, numa maratona de mais de 13h de muita música.
Por volta de 17h30min, uma figura peculiar inicia sua apresentação no palco. O artista circense Elias Figueiredo, acompanhado do cão mais simpático do acampamento, andou na corda bamba. E caiu.

- Mas no circo sempre se tem 3 chances. – Disse Mauro-Lauro-Paulo, enquanto fazia a trilha do número com sua gaita.

- Vocês querem mais difícil?

E assim foi, o respeitável público hipnotizado com a bola de vidro que deslizava entre os dedos de Elias, num movimento cadenciado que ia da cabeça aos braços, sem cair no chão. Ao término do aquecimento para a Convenção de Malabares e Circo, o palco seguiu aberto para quem quisesse mostrar alguma performance.

Vês!

Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de tua última quimera.

Somente a Ingratidão – esta pantera -

Foi tua companheira inseparável!

Os Versos Íntimos, de Augusto dos Anjos, foram recitados por um espectador. Outro recitou um poema de sua própria autoria sobre a insônia. Na sequência, um trio de dançarinas do ventre realizou seus movimentos libidinosos enquanto bebiam vinho.

- Existe um mundo mágico onde o músico e o palhaço ousam se encontrar.

E que encontro. O show da Bandinha Di Da Dó abriu a maratona de bandas ainda na tarde do dia 23 de outubro. O público animado dançou em trenzinho.

Na sequência, a banda de casa, Ecosofia, fez seu som para uma platéia que começava a chegar
e se juntar ao resto que já estava por ali. Diretamente do centro do estado, Vera Loca fez o público cantar “Maria Lúcia-aaaaaaaaa se amanhã chover, vem de biquíni que eu te empresto o guarda-chuva pra te proteger”.

Até que…

Foi-se a luz. Mas a Vera não parou. Se faltou energia no gerador, não faltou no publico que seguiu animado por Fabrício Beck, vocalista da banda, portando um megafone e com a bateria de Luigi Viera e solos de músicas dos Beatles, Queen, e o hino do Rio Grande do Sul. Nos bastidores, o staff correu atrás da luz, mas aparentemente o problema vinha da rua.



O público

Enquanto a música desplugada era tocada junto ao palco, sem amplificadores ou qualquer tipo de energia, parte do público preferiu outra opção. Uma fogueira e um violão e estava pronto: começou o luau no Morrostock. O grupo de pessoas ao redor da fogueira encobria as chamas.
Para chegar perto das labaredas, era necessário resvalar entre os grupinhos que buscavam luz, calor e alguns acordes de música. Entre Legião Urbana e Dazaranha, esperavam pelos shows. Grupos de pessoas que se aproximavam, se reuniam, olhavam, arriscavam uma ou duas estrofes num grande momento de harmonia entre o público e o ambiente do festival.

Até que a energia voltou ao palco. Começaram os acordes de Borracho Y Loco, da banda Vera Loca. A plateia retornou para perto do palco, já entoando o clássico da banda argentina Los Enanitos Verdes, na versão em português, e foi só o vocalista da Vera Loca pedir “e agora só
os mais loucos!”, que todo o público gritou em unissínio: “E agora estou aqui, borracho y loco!”.

Assim seguiu a noite. Cada vez mais pessoas juntavam-se sob a lona que cobria a frente do palco. A cada banda, mais vozes que cantavam e mãos que se erguiam ao ar para bradar refrões. À procura de um melhor local para assistir aos shows, as pessoas soltavam pequenos gritos de surpresa: era um pé atolado na lama, um chinelo preso no barro, um escorregão na grama. Tudo isso do lado de cá.




Os bastidores

Do lado de lá, um sofá azul e alguns puffs brancos eram toda a mobília de um espaço ainda vazio no começo da noite. Imagine um lugar onde uma espécie de Mick Jagger – sem ironia – gaúcho, um baterista de uma banda muda que canta em uma banda de country e folk rock, um “macaco velho” do rock gaúcho e um trio de rapazes de terno e gravata iê-iê-iê se encontram.



Pelos bastidores do Morrostock, todos eles passaram. No meio da madrugada, enquanto lá fora cai uma garoa, no camarim, velhos amigos se reencontram em mais um dos festivais da vida.

Se no palco os artistas se escondem por trás de suas performances, é nos bastidores que o ser-comum aparece. Tomando uma cerveja, descansando no sofá ou contando velhas histórias para os amigos. Na medida em que o dia foi clareando, o espaço foi ficando vazio, as guitarras e baixos levados embora, a camisa pendurada no cabide também. Restou o vazio na cerveja. Sapiranga é conhecida por ser a capital das rosas. Poderia ser a capital do rock. Onde as guitarras e a natureza se encontram num dia que nasceu.



Texto: Bianca Villanova e Sarah Quines

Fotos: Nathália Schneider, Rogério Jacques e Gerson Silva


Teatro de Rua na Praça da Bandeira e Debate Cultural

No quarto dia do Festival fez-se o Teatro de Rua. Com o objetivo de englobar e incluir ainda mais a cidade de Sapiranga como um todo dentro do festival, este ano o Morrostock desce o Morro Ferrabráz e leva para o centro da cidade atrações como teatro de rua, debates e shows.

O quarto dia do festival foi marcado pela primeira apresentação no centro da cidade e a honra coube ao grupo TIA de Canoas que apresentou seu espetáculo Histórias de Um Circo Sem Lona. Segundo Mauro Bruzza que é o produtor responsável por esta parte do festival, o público compareceu timidamente, o que nos levou a pensar que a falta de costume com o teatro de rua deve ser relevada em um caso como este. Pouco mais de 20 pessoas pararam pra ver a apresentação, muita gente ficou olhando de longe e os passantes olhavam mas não paravam.
O grupo TIA fez bonito e cumpriu com o principal objetivo da atividade proposta: fomentar público, divulgar o teatro de rua e levar a cultura para o centro da cidade.

No quinto dia do festival, novamente estávamos lá na Praça da Bandeira, desta vez com o espetáculo da Cia. Um de Dois chamado Ao Divagar Se Vai Ao Longe De Bicicleta Mais Ainda. De um dia para o outro muita coisa mudou, o público triplicou e muita gente que passava foi parando pra ver o espetáculo. Curiosos de carro passavam olhando com ar de espanto, bem devagar, e muita gente viu de longe. Acreditamos que com isto estejamos logrando os resultados previstos e aproximando mais as pessoas da arte de rua. No momento de passar o chapéu, o Palhaco Quindim falou da importância da valorização do artista de rua e ressaltou que o público é quem teria o poder de definir quanto valia o show. Também disse que as notas seriam muito bem vindas e que esta valorização está justamente ali, nas notas, e não nas moedas. O povo entendeu o recado, embora ainda estejamos longe de um ideal para isto. Muita gente ainda precisa compreender melhor como isto funciona para que o teatro de rua tenha o valor e o respeito que merece.
Queria dar um grande salve a todos os artistas que trabalham na rua e dizer que eles cumprem um papel importante na vida social e que isto, acima de tudo, deve ser valorizado e respeitado.


Acabada a apresentação fomos para a Câmara dos Vereadores para o primeiro debate cultural do festival . O tema foi sobre a adaptação do músico para com sua carreira no momento atual e estavam presentes: Moyses Lopes e Santiago Neto, que são os organizadores da Feira da Música do Sul e do Forum Permanente de Música do RS, eu, Flademir da Secretaria da Juventude de Sapiranga, Beto Jacobina, do Conselho de Cultura da cidade e representante da música, mais algumas pessoas. Da mesma maneira que o teatro de rua, as palestras culturais ainda são um tabu pra muita gente. Tem muito que evoluir para mostrar a importância das conversas e debates, pois não é de shows que uma banda vive. Existe uma cadeia produtiva bem maior que cerca a música e esta rede é de fundamental importância para a sobrevivência dos músicos e profissionais da área. O caminho é longo e duro e atos como esse devem estar mais presentes, não somente em festivais, mas também em nosso cotidiano. Conversas e organização são fundamentais para o crescimento da economia da cultura e do músico em si.

Postado por Paulo Zé

Oly Jr - Blues ao ar livre

Às 17:30, Oly Jr subiu no palco roots blues mississipi arena montado especialmente para ele no MorroStock. O tempo estava nublado, acreditávamos que não choveria, e de fato não choveu.
O show começou e logo a galera foi ficando hipnotizada pelo som do Oly - ganhador do Prêmio Açorianos de melhor disco de blues em 2009. O show foi lindo, seguindo a cadência do blues. Foi lindo de ouvir, depois do massacre sonoro dos 2 primeiros dias do festival. Violão, harmónica, contrabaixo e cajon, fizeram da tarde uma alegria só.

Quando o Oly fez uma homenagem espontânea ao nosso querido Bebeco Garcia, que nos deixou este ano, o público se emocionou muito. Até o sol ,que não havia dado as caras em nenhum momento durante o dia, deu a graça atrás do palco sobre as montanhas e iluminou o céu fazendo a pele arrepiar. O show seguiu ate quase a noite. Foram quase 2 horas com diversos pedidos desesperados por mais uma, mais uma! O ciclo que começou sexta-feira e terminou domingo foi fechado em grande estilo. Este foi o primeiro final de semana do Morrostock, que acabou com um saldo positivo. Boas bandas, estilos diversos e uma harmonia em comum.

Postado por Paulo Zé

E segue o PunkStock no Morro Ferrabráz

O segundo dia do Morrostock 2010 começou com um piquenique vegano organizado pela Casa Verde que alimentou todo o público presente com pizzas, risoto e bolo de chocolate. Começou a chover fino e esta chuva foi muito convidativa para um descanso. Outros preferiram uma partida de futebol...


Mais tarde um pouco, começou um bate-papo entre as rádios Antena Negra e Putzgrila, que se estendeu até o final da tarde.


Os shows começaram novamente com uma hora de atraso. O festival todo passou a ter uma hora de atraso em função da mudança do horário de verão, mas isso não foi nenhum problema. A primeira banda a se apresentar foi a Corrosivo, de Lajeado. Tocaram o terror com seu som e a galera pode ter uma ideia do que seria mais esta noite de MorroStock. A segunda banda a tocar foi a Homem Lixo, de Rio do Sul (SC). Pouca gente conhecia a banda e o show começou tímido. O vocalista China chamava a galera pra chegar junto nos intervalos das músicas e logo depois do terceiro som o povo pegou junto e daí em diante o show parecia ser de uma banda querida e conhecida por todos. O Homem Lixo ganhou a galera!


A noite seguiu com o TSF, de Santa Maria. O vocal, Homero, não se contentou em ficar cantando no palco e pulou a grade fazendo o show todo do meio da galera, que gritava os refrões junto com ele no microfone.


Depois da TSF foi a vez da Change Your Life, banda do grande amigo Wender que muito ajudou na realização destas duas noite de peso. O show da Change foi agitado, tanto no palco quanto no público. Se piscar vai perder alguma coisa, uma pirueta, um salto. A banda mostrou muita movimentação no palco e um som rápido e gritado. Foi um show massa, que contou com a participação do Guilherme da CU SUJO.





A banda Nunca Mais veio logo depois e seguiu a linha do som, colocando mais peso e agitando igualmente a galera que cada vez pegava mais junto com as bandas. O Geison, vocal da banda, também foi um grande parceiro para organizar as duas primeiras noites do festival. Desde o inicio a intenção era juntar o metal com o hardcore punk. Não sabíamos como isto iria funcionar de fato, mas a partir de então passava a acontecer na prática. Leviaethan uma das mais antigas bandas de trash heavy metal do RS estava pronta pra iniciar seu show. O público se espremia na grade para ver eles executarem seu primeiro disco na integra: Slime. O show começou bem, mas uma corda de baixo foi arrebentada. Feita a troca, logo na segunda música foi uma corda de guitarra que arrebentou. Depois disso, nada mais aconteceu de errado e o show rolou com tudo, com direito a bis e gostinho de quero mais. Foi um grande momento, com certeza.




A Distraught fez um show impecável, com músicos muito bons e com o André chamando a galera. Acredito que na opinião de muitos foi o melhor show da noite, uma massa sonora que chegou até o topo do Morro Ferrabraz e fez o bar tremer. Foram dois bis e quase que não conseguimos tirar os caras do palco pra continuar o festival. Mas no fim foi alegria.



A banda convidada da Argentina Climatic Terra entrou logo depois e mandou seu recado, a vocalista da banda parecia um demónio no palco, a voz quando ela falava no microfone era de mulher, até fininha, mas quando cantava, meu, sai da frente! Uma potência vocal muito boa acompanhada por uma banda muito boa. Abro um parênteses para agradecer a vinda deles para o festival: foram 20 horas em dois carros desde Buenos Aires! O recado foi passado e o intercâmbio, aberto.

Depois do Climatic Terra foi a vez do Armagedom, lendas do punk metal de SP. O show foi pra mim o melhor, som cru e forte, me levou longe. O pogo rolou solto e deu até pra dançar. Tocaram bem mais que o planejado, levando o público ao delírio.





A última banda, que era pra ter sido a primeira, foi a Real Sociedade, que executou seus temas com o sol saindo de trás das montanhas. A noite terminou muito bem, a convivência foi pacífica e mais que isto, harmoniosa. Para um produtor não tem coisa melhor de se ver... Longa vida ao Punk Metal! E a festa continua...

Postado por Paulo Zé

Começa mais um MorroStock

Era 15 horas de sexta-feira quando chegou a primeira pessoa para acampar no bardomorro, o Inor, vindo de Curitiba. Logo depois começaram a chegar mais e mais gente vinda dos mais distintos cantos do estado e também de fora dele. Enquanto a produção do evento finalizava os últimos detalhes de estrutura, as bandas começaram a chegar. A Casa Verde já dominava a cozinha, que posteriormente forneceu comida para toda a equipe, bandas e até para o público. O shows começaram com 1 hora de atraso, mas sinceramente ninguém se importou. A sequência de bandas foi matadora.



Começou com a No Masters, que mandou muito bem na abertura do Morrostock. Depois veio a Desprezo e Ódio, de Canoas, que igualmente não deixou barato e tocou muito. A RED de Cachoeirinha foi a seguinte e tocou com personalidade. Logo depois veio a banda Ferida, com a baterista Aline que bateu tanto no prato que o pedestal chegou a quebrar. Um show muito bom, cadenciado e visceral.
A banda Antizona do Rio de Janeiro entrou na sequencia e com seu Rap Core botou a galera pra pular. A Antizona foi a ultima a entrar no cast do festival e foi uma grata surpresa. Diatribe, de Santa Cruz do Sul, agitou o povo e, como sempre, o show foi forte e veloz. A penúltima banda da noite foi a Sistema de Mentiras, que levou o publico a pogar muito, banda muito boa de Campo Bom que esta ajudando na hospedagem solidaria para as bandas que vem de fora do estado.

Lobotomia foi a ultima banda a entrar no palco. Um show muito esperado que não deixou a desejar. “Quando eu vomito depois do show eh porque o show foi muito bom!” - me disse o Marcao, vocal da banda. O Lobotomia tocou ate o dia clarear e ninguém arredava pé, o pogo fluiu solto, foi a primeira apresentação do Lobotomia no estado... Tenho a certeza que muita gente vai lembrar disto por muitos anos.


A rádio Antena Negra colocou sua antena e cobriu o festival em tempo real pelo dial 92,5.

Podemos dizer que o Morrostock começou muito bem e que a harmonia e a paz podem reinar em meio aos punks, sem deixar de lado a atitude. Hoje a noite promete com mais shows de peso. E isto é só o começo!

Ao meio-dia de sábado fizemos um piquenique vegano onde o publico pode comer pizza e bolo de chocolate, além de um risoto, tudo no capricho feito com muito carinho pelos cozinheiros da Casa Verde.


O debate sobre midia independente rolou com a presenca das radios Putzgrila e Antena Negra.

Aguardem em breve mais novidades diretas do Festival MorroStock 2010! Longa vida ao Morrostock. Stay Punk!!!

Quarto Stúdio




Quarto Stúdio toca dia 24 de Outubro no Morrostock 2010.

Quarto Stúdio é rock and roll com muita pegada, pitadas progressivas e muita energia!!!
A Quarto Stúdio (Sapiranga) foi fundada em 1999 mas começou atrabalhar com músicas próprias em 2005 quando a banda realmente se firmou.No ano passado lançou um single intitulado Amanhã Vai Chover e agora lançará seu primeiro cd completo em outubro.O trabalho conta com 11 músicas próprias e foi gravado, mixado e masterizado entre fevereiro de 2009 e agosto de 2010.Entre as faixas destaque para Esse Lance, Você Falou, Meus Discos, Deixa pra lá...As influências vão desde The Who, Led Zeppelin, Mutantes a Júpiter Maçã e Cachorro Grande.

Ouça em:

Maçã de Pedra




Maçã de Pedra toca dia 24 de Outubro no Morrostock 2010.

A banda capilé Maçã de Pedra está na estrada desde 2004 e vem ampliando seu espaço. Formada por Caren Suzana nos vocais, Rodrigo Java na guitarra, Douvan Rodrigues na bateria e Rafael Ribeiro no baixo, começou sua história com o intuito cover, tocando os clássicos do rock and roll 60 e 70, como Janis Joplin, Led Zeppelin, Eric Clapton, Deep Purple, Rita Lee, Secos e Molhados, etc. Com o passar dos anos a Maçã de Pedra foi buscando espaço também para o trabalho próprio e com isso vieram algumas vitórias. Em outubro de 2009, sagrou-se campeã do Rotaract Festival, ocorrido no Bar do Morro em Sapiranga, e neste ano ficou em 2° lugar no Garagem Festival, promovido pela Unisinos e Fnac. Veneno Fatal, Sinceridade Masculina, Depois dos 30, Velha Rotina e Manter a Alma Viva são algumas das canções da Maçã de Pedra.

Ouça em:

Jimi Joe & Os Prisioneiros do Rock

Jimi Joe & Os Prisioneiros do Rock tocam dia 23 de Outubro no Morrostock 2010.

Jimi Joe & Os Prisioneiros do Rock é o novo formato que Jimi encontrou para mostrar suas músicas ao público em 2010. A banda tem Jimi no violão de 12, voz e harmônica. Milton Sting no baixo, Maurício "Fuzzo" Chaise na guitarra e vocais, e Marcelo Sherer na bateria. O repertório inclui as músicas do primeiro disco solo de Jimi, Saudade do Futuro, lançado em 2005, além de novas criações e covers de artistas favoritos como Wander Wildner, Stuart, Bob Dylan, Neil Young entre outros.





Pata de Elefante


Pata de Elefante toca dia 23 de Outubro no Morrostock 2010.

Formada por Gabriel Guedes (guitarra e baixo), Gustavo Telles (bateria) e
Daniel Mossmann (guitarra e baixo), a Pata de Elefante está em turnê
nacional de divulgação de seu terceiro disco, "Na Cidade", que pode ser
baixado gatruitamente na página Álbum Virtual da Trama
(http://albumvirtual.trama.uol.com.br/lancamentos). De abril a setembro,
foram mais de 15 mil downloads. Radicada em São Paulo, a banda já mostrou
o novo show em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São
Paulo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe e Pará.

Ouça em:

Tenente Cascavel


Tenente Cascavel toca dia 23 de Outubro no Morrostock 2010.

Em 2008, integrantes das duas bandas de rock gaúcho de grande sucesso nos anos 80 e 90, formaram um projeto revivalista. O objetivo era tocar as músicas que fizeram a cabeça de muitos naquela época. Canções que até hoje estão nas bocas dos jovens e antigos roqueiros do Rio Grande do Sul. Assim se formou a Tenente Cascavel, estreando este projeto em um show lotado no Teatro Opinião, em Porto Alegre.

Márcio Petracco, Luis Henrique “Tchê” Gomes e Paulo Arcari, integrantes da TNT, e Luciano Albo (bxo, guitarra, vocais) de Os Cascavelletes, ajudaram a escrever uma importante página da história da música local e nacional, com muita convicção, talento e coragem.
Venha relembrar ou aprender com quantos paus se faz rock’n roll curtindo Ana Banana, Entra Nessa, Menstruada, Jéssica Rose, Sob um Céu de Blues, Cachorro Louco, Não Sei, Morte Por Tesão e muito mais.

Ouça em:

Los Arcaides

Los Arcaides toca dia 22 de Outubro no Morrostock 2010.

A banda Los Arcaides nasceu no ano de 2003. É formada por David Arcaide (baixo e Voz), Demétrio Marques (guita e voz) & Andreis Feldmann ( Bateria). Em 2009 lançaram seu primeiro EP, "diga-me com quem andas...". Junto dele foi lançado o video clipe da música que dá nome ao disco. Em Janeiro de 2010 a banda tocou no palco principal do Fórum Social Mundial realizado em Canoas, abrindo o show de Chico César. Participaram também do Festival Grito Rock/Esteio. Los Arcaides já completou sete anos de estrada e mais de 150 show em sua história. A banda Faz parte do Coletivo Tomada Rock de Esteio desde 2009.

Ouça em:
www.myspace.com/losarcaides



Dingo Bells: De Porto Alegre para o mundo




Dingo Bells toca dia 22 de Outubro no Morrostock 2010.

De Porto Alegre para o mundo: assim começa a história da Dingo Bells.
Após sua formação definitiva - em 2006 - a banda aventurou-se em uma
diáspora criativa de um ano por alguns países do mundo, que além de
outros efeitos, trouxe um estilo storyteller de escrever e compor.
Tendo os membros voltado no ano de 2008, puderam então mostrar a todos
o que tinham visto através de suas bocas e ouvidos. Formada
por Diogo Brochmann (voz/guitarra), Rodrigo Fischmann (voz/bateria) e
Felipe Kautz da Silva (voz/baixo), ou Sebo, Roger e Pirula, como se
apresentam, a banda tem como principais influências o estilo irreverente
e rock'n'roll das novas gerações e a sustentação teórica do caldeirão
cultural dos anos 60 e 70. Em suas composições exploram seu poderoso
vocal em contraposição à crueza de um power trio finíssimo; Com ironia e
non-sense as letras nos levam à dimensões simbólicas e surreais da mente.
E a Dingo Bells preza por mais do que uma mera apresentação: faz um show
de verdade. Os três tocam com um prazer contagiante, já que são amigos de
longa data e nada melhor do que música para amaciar o bife da rotina moderna.
Geralmente, ao final de tudo, sem ar o povo grita - "Espetacular!" Em 2009 a
banda gravou o videoclipe da música "A Janta, A colher, e o Banho" que
já possui mais de 7 mil views no Youtube. No início de 2010, concorrendo
com mais de 70 bandas, foram os vencedores do Concurso Garagem Fnac/Unisinos (1a Edição).

Ouça em:

Levitan e os Tripulantes: roquenrou em estado bruto


Levitan e os Tripulantes toca dia 22 de Outubro no Morrostock 2010.

Recomendo este divertido show, comandado pelo grande Claúdio Levitan, esta figura lendária em ação há mais de 30 anos na cena musical porto-alegrense, grande mentor do antológico grupo Musical Saracura e decisivo influenciador do Tangos&Tragédias, autor de sucessos como Ana Cristina, Nada Mais e Marcou Bobeira, músico, compositor, ilustrador, roteirista e diretor cênico-musical premiado em praticamente tudo que produziu nesse tempo todo.

O show é eletrizante, dançante, roquenrou em estado bruto com pitadas dos anos 70/80, o violão de Levitan conduz a estória ao lado do trombone inusitado e marcante de Júlio Rizzo, ambos cinquentões, acompanhados pelos guris espertos : Alexandre Kumpinski na guitarra, Leonardo Brawl no baixo e Mauro Bruzza na bateria.

A indumentária estranha da banda, na linha Eram os Deuses Bárbaros?, somada à performance cênica embalada pela música alegre e sideral, é um forte indício de que eles não são deste planeta e estão somente de passagem devendo voltar logo ao cosmos. Não marque bobeira portanto!

Ouça em:

El Efecto


El Efecto toca dia 22 de outubro no Morrostock 2010.

A banda foi criada em 2002, no Rio de Janeiro, a partir da vontade de compor músicas com as mais diversas influências e do interesse em participar do debate sobre os conflitos da vida em sociedade.

Por ter como base de execução guitarras, baixo e bateria, a estética musical da banda é basicamente de rock. Porém, a utilização de elementos como cavaquinho, trompete, flautas, percussões e bases pré-gravadas sintetizam a tentativa de fugir dos caminhos comuns. Como resultado da combinação entre a linguagem do rock, da música popular e erudita, as composições são marcadas pela variedade de climas, a convivência entre o peso e a sutileza, os vocais gritados e a abertura melódica das três vozes.

As letras apresentam uma interpretação crítica sobre as posturas individuais e coletivas, transitando entre a angústia das constatações e a esperança nas transformações. Assim, o discurso do passa por temas políticos, comportamentais e existenciais. Não se trata de fazer da arte uma válvula de escape para as frustrações de uma vida acomodada, mas sim de buscar, por meio dela, estimular mudanças na vida concreta.

Após o lançamento dos seus dois primeiros discos, Como Qualquer Outra Coisa (2004) e Cidade das Almas Adormecidas (2008), o El Efecto expandiu seu público a cada show, o que lhe rendeu diversas apresentações dentro e fora do Rio de Janeiro, em locais como Circo Voador (RJ), Hangar 110 (SP), Fórum Social Mundial (Porto Alegre) e o Festival de Música de Vanguarda, no Equador. Além disso, a banda venceu os festivais Tápias, de 2005, e Rock & Diversão, de 2009. Em 2010, foram lançadas, exclusivamente pela internet, duas novas músicas: Os Seres e Ciranda, que contaram com a participação de músicos convidados para gravação de sopros e cordas, entre eles o violinista francês Nicolas Krassik. Todos os registros do El Efecto podem ser adquiridos gratuitamente no site da banda, o que colabora com o objetivo de ampliar ainda mais a difusão de seu trabalho, fazendo com que suas ideias e ideais cheguem ao maior número de pessoas possível.

Ouça em:

Mitch & Mitch: Polônia invade o Morro!




Mitch & Mitch toca dia 22 de outubro no Morrostock 2010.

Mitch & Mitch é uma banda polonesa fundada em 2002 que recebe o nome de seus fundadores.
O objetivo da banda é fazer um tipo de musica que eles mesmos gostariam de ouvir. Algo que vai do tranquilo ao extremo agitado, dentro de uma única música em uma atmosfera de continuas mudanças rítmicas.

A quantidade de membros da banda pode variar de 2 a 10 pessoas, sendo fixos somente os anfitriões do conjunto, os músicos Mitch e Mitch.
Os instrumentos que utilizam são regulares e exóticos, excêntricos e extravagantes ao mesmo tempo. Guitarras eléctricas vs maracas acústicas, tambores reais vs moogs falsos, vibrafone, xequerê, etc.

Eles lançaram três álbuns, um álbum co-produzido por Igor Krutogolov da banda Kruzenshtern i Parohod, mais um DVD ao vivo. Também lançaram seus discos pelo o próprio selo, Lado ABC de Varsóvia / Polônia.

Mitchz tem tocado por toda a Europa em alguns festivais de Nice (IDEAL em Nantes (FR), SKIF em São Petersburgo (RU), Rumble In The Jungle, em Oslo (NO) ou Europemania em Pecs (HU)) e etc.

Cada concerto de Mitch & Mitch é diferente, vale a pena conferir.

Ouça em:
www.myspace.com/mitchandmitch

Bandinha Di Dá Dó


Bandinha Di Dá Dó toca dia 22 de outubro no Morrostock 2010.

Bandinha Di Dá Dó é a performática banda dos palhaços Cotoco, Teimoso Teimosia, Horizonte e Zé Docinho. Surgiu nos palcos da cidade de Porto Alegre em 2005 e é formada pelos músicos Mauro Bruzza (acordeom e vocal), Ed Lannes (guitarra), Thiago Ritter (baixo) e Paulo Zé Barcellos (bateria), todos artistas de currículo em trilhas sonoras para teatro, circo e apresentações em diversas cidades do RS, Brasil e mundo. Vestidos nos seus figurinos e tendo na linha de frente o Palhaço Cotoco (Mauro Bruzza), a banda tem um repertório de aproximadamente 60 minutos, todo de composições próprias, instrumentais e cantadas.

Em 2009, a Bandinha realizou entre os meses de janeiro e fevereiro, 46 shows nos estados do PR, SC, SP, RJ e ES, tocando em bares, casas, calçadões e também em festivais como o Grito de Carnaval de Curitiba e o Psicodália, em São Martinho / SC. Em sua trajetória estão os palcos do SESC RS, Festivais Psicodália (SC) Gig Rock, MorroStock, Macondo Circus, Palco Giratório Sesc, 4ª Semana do Palhaço (Belo Horizonte), Feira do Livro de Porto Alegre, Feira da Diversidade GLBT em SP, casa de Verão band Sesc 2010 festas institucionais ou particulares. Dividiu o palco com Wander Wildner no Teatro Bar Opinião e integrou o projeto Imagem e Comprador RS – Música para Exportação, ficando entre as 4 bandas favoritas dos produtores internacionais por duas vezes.

“Uma bem humorada mistura de rock e ritmos tradicionais, a Bandinha Di Dá Dó contagia o público com sua música, apresentando uma nova experiênica sonora e visual. It´s clown music!”

Ouça em:
www.myspace.com/bandinhadidado

Nunca Mais!


Nunca Mais toca dia 16 de outubro no Morrostock 2010!

Ouça em
www.myspace.com/nuncamaisbr

Leviaethan: clássico do trash metal!


Leviaethan toca dia 16 de outubro no Morrostock 2010.

Leviaethan é uma banda de thrash metal formada em 1983, Porto Alegre, Brasil. É influenciada por bandas como Slayer, Anthrax,Metallica, Venom, Judas Priest e Testament.

Logo em 1983 a banda gravou a música Guerreiros das Rua, numa coletânea chamada Rock Garagem. Depois a banda entrou em estúdio para gravar a demo Thrash Your Brain. Só em 1989 a formação da banda se estabilizou. Nesse ano a banda grava o LP Smile e em 1992 o LP Disturbed Mind, pela editora Rock Brigade Rec.

Entre 98 a banda faz uma paragem e volta em 2001.

Ouça em:
www.myspace.com/leviaethanthrash